Depois daquela geração histórica do futebol nigeriano que tinha: Jay Jay Okocha, Finidi George, Kanu, Taribo West, Adepoju, Babayaro, Babangida e outros... o futebol nigeriano ficou longe dos holofotes. Eliminado na primeira fase nas copas de 2002 e 2010, a seleção nigeriana chega ao Brasil para a disputa da Copa das Confederações após ser campeão da Copa Africana de Nações pela 3ª vez em sua história.
Se hoje a seleção treinada por Stephen Keshi não chega como favorita e sim como candidata a zebra, muito mais por cair num grupo relativamente mais fácil do que o outro do que pelo seu próprio futebol, nem no continente africano a Nigéria é uma unanimidade mesmo com o título conquistado. Costa do Marfim e Gana são hoje as principais forças da África.
O ponto forte, é o conjunto, é a união do time que ficou muito forte, gerando um entrosamento fortíssimo. Um dos motivos é a disciplina criada pelo ex-capitão da seleção e atual treinador.
Vamos então aos 23 convocados por Keshi para a disputa da Copa das Confederações:
GOLEIROS:
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| Enyeama - Maccabi Tel-Aviv (ISR) |
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| Hapoel Petah Tikva (ISR) |
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| Agbim - Enugu Rangers (NIG) |
LATERAIS:
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| Echiéjilé - Braga (POR) |
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| Omeruo - Den Haag (HOL) |
ZAGUEIROS:
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| Ambrose - Celtic (ESC) |
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| Egwuekwe (Warri Wolves - NIG) |
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| Benjamin - Heartland (NIG) |
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| Oboabona (Sunshine Stars - NIG) |
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| Kwambe - Sunshine Stars (NIG) |
VOLANTES:
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| Onazi - Lazio (ITA) |
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| Ogude - Valerenga (NOR) |
MEIAS:
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| Eze - Enugu Rangers (NIG) |
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| Mba - Enugu Rangers (NIG) |
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| Mikel - Chelsea (ING) |
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| Ogu - Acadêmica (POR) |
ATACANTES:
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| Akpala - Werder Bremen (ALE) |
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| Babatunde - Krybas Kryvyi (UCR) |
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| Gambo - Kano Pillars (NIG) |
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| Ideye - Dínamo de Kiev (UCR) |
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| Musa - CSKA Moscou (RUS) |
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| Oduamadi - Varese (ITA) |
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| Ujah - Colônia (ALE) |
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| Técnico: Stephen Keshi |
ANÁLISE:
Com as ausências importantes de Moses - meia/atacante do Chelsea - e de Emenike - atacante do Spartak Moscou e artilheiro da Copa Africana de Nações - a seleção nigeriana tem sérias perdas no seu setor ofensivo, o que prejudicará e muito a sua trajetória na Copa das Confederações. Seu maior destaque é o meio campista Obi Mikel, do Chelsea, que diferente da sua função de volante e de cabeça de área na equipe inglesa, atua na seleção africana muito mais como um meia de ligação.
O ponto fraco é a falta de experiência internacional de alguns jogadores, sobretudo no sistema defensivo. Foi promovida uma grande renovação na seleção nigeriana, com a inclusão de vários jogadores que atuam dentro do próprio país. A falta de intercâmbio, a falta de conhecimento do que acontece no futebol internacional, pode pesar muito contra a Nigéria, nos confrontos contra Espanha e Uruguai.
Já o ponto forte, é o conjunto, o coletivo comandado pelo técnico Stephen Keshi, capitão da Nigéria nos anos 90, que foram os anos dourados para as Águias Negras, que aliás, barrou algumas 'estrelas' na Copa da África e calou os críticos, voltando pra casa com o troféu que não vinha há 19 anos, nos braços, com o destaque de mesmo sem as "estrelas", conseguir encontrar outras alternativas.
Objetivo: Brigar com o Uruguai pela segunda vaga do seu grupo para as semifinais, já que Taiti é a seleção mais fraca e a Espanha teoricamente é a seleção mais forte.