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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nigéria. As águias africanas correm por fora!




Depois daquela geração histórica do futebol nigeriano que tinha: Jay Jay Okocha, Finidi George, Kanu, Taribo West, Adepoju, Babayaro, Babangida e outros... o futebol nigeriano ficou longe dos holofotes. Eliminado na primeira fase nas copas de 2002 e 2010, a seleção nigeriana chega ao Brasil para a disputa da Copa das Confederações após ser campeão da Copa Africana de Nações pela 3ª vez em sua história. 

Se hoje a seleção treinada por Stephen Keshi não chega como favorita e sim como candidata a zebra, muito mais por cair num grupo relativamente mais fácil do que o outro do que pelo seu próprio futebol, nem no continente africano a Nigéria é uma unanimidade mesmo com o título conquistado. Costa do Marfim e Gana são hoje as principais forças da África.

O ponto forte, é o conjunto, é a união do time que ficou muito forte, gerando um entrosamento fortíssimo. Um dos motivos é a disciplina criada pelo ex-capitão da seleção e atual treinador.

Vamos então aos 23 convocados por Keshi para a disputa da Copa das Confederações:

GOLEIROS:


Enyeama - Maccabi Tel-Aviv (ISR)




Hapoel Petah Tikva (ISR)




Agbim - Enugu Rangers (NIG)



LATERAIS:

Echiéjilé - Braga (POR)





Omeruo - Den Haag (HOL)




ZAGUEIROS:

Ambrose - Celtic (ESC)




Egwuekwe (Warri Wolves - NIG)




Benjamin - Heartland (NIG)




Oboabona (Sunshine Stars - NIG)




Kwambe - Sunshine Stars (NIG)



 VOLANTES:

Onazi - Lazio (ITA)




Ogude - Valerenga (NOR)



MEIAS:

Eze - Enugu Rangers (NIG)




Mba - Enugu Rangers (NIG)




Mikel - Chelsea (ING)




Ogu - Acadêmica (POR)



ATACANTES:

Akpala - Werder Bremen (ALE)



Babatunde - Krybas Kryvyi (UCR)




Gambo - Kano Pillars (NIG)





Ideye - Dínamo de Kiev (UCR)




Musa - CSKA Moscou (RUS)




Oduamadi - Varese (ITA)



Ujah - Colônia (ALE)




Técnico: Stephen Keshi




ANÁLISE:


Com as ausências importantes de Moses - meia/atacante do Chelsea - e de Emenike - atacante do Spartak Moscou e artilheiro da Copa Africana de Nações  - a seleção nigeriana tem sérias perdas no seu setor ofensivo, o que prejudicará e muito a sua trajetória na Copa das Confederações. Seu maior destaque é o meio campista Obi Mikel, do Chelsea, que diferente da sua função de volante e de cabeça de área na equipe inglesa, atua na seleção africana muito mais como um meia de ligação.

O ponto fraco é a falta de experiência internacional de alguns jogadores, sobretudo no sistema defensivo. Foi promovida uma grande renovação na seleção nigeriana, com a inclusão de vários jogadores que atuam dentro do próprio país. A falta de intercâmbio, a falta de conhecimento do que acontece no futebol internacional, pode pesar muito contra a Nigéria, nos confrontos contra Espanha e Uruguai.

Já o ponto forte, é o conjunto, o coletivo comandado pelo técnico Stephen Keshi, capitão da Nigéria nos anos 90, que foram os anos dourados para as Águias Negras, que aliás, barrou algumas 'estrelas' na Copa da África e calou os críticos, voltando pra casa com o troféu que não vinha há 19 anos, nos braços, com o destaque de mesmo sem as "estrelas", conseguir encontrar outras alternativas. 

Objetivo: Brigar com o Uruguai pela segunda vaga do seu grupo para as semifinais, já que Taiti é a seleção mais fraca e a Espanha teoricamente é a seleção mais forte.

Por: FH